Foto: Divulgação/Maternidade Curitiba| Ardisson Produções
Um projeto dinamarquês para fazer os bebês prematuros se sentirem mais seguros e confortáveis em incubadoras tem inspirado iniciativas mundo afora. A ideia é simples: dar aos bebês polvos de crochê. Os responsáveis pelo projeto afirmam que ao abraçarem os polvos e sentirem os tentáculos do brinquedo, os bebês remetem ao cordão umbilical e se tranquilizam. Em Curitiba, a Maternidade Curitiba é pioneira ao colocar a ideia em prática.
Há uma semana, os bebês internados na UTI neonatal da maternidade recebem os polvos. “Ainda é cedo para determinar resultados, mas conseguimos perceber que eles ficam mais calmos”, afirma a coordenadora da UTI, Ana Bruna Sales. Atualmente, quatros bebês estão internados na UTI e participam do projeto.
Segundo Ana Bruna, objetivo do projeto é terapêutico: com os bebês se sentindo mais seguros e confortáveis, eles consigam se desenvolver melhor. “O reflexo dos bebês é agarrar o que veem na frente. E muitas vezes é a sonda que está no braço. O polvo também serve para isso, para que os bebês não arranquem os dispositivos. O que evita a manipulação em excesso”, diz.
Para estarem de acordo com as normas de higiene e adequados para o tamanho de bebês prematuros, os polvos devem ser feitos com fios 100% algodão e os tentáculos não devem ultrapassar 17 centímetros. Todos eles passam por um processo de lavagem e são esterilizados antes de serem dados aos bebês.
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Fonte - gazetadopovo
